Se a economia oceânica fosse um país, seria a quinta maior do mundo. No entanto, “as mudanças climáticas, a degradação ambiental, entre outros fatores estão intensificando as pressões sobre os ecossistemas marinhos e o potencial econômico”, alerta o novo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Economia Oceânica da OCDE para 2050, que propõe “uma ação política coordenada para salvaguardar sua prosperidade e sustentabilidade a longo prazo”.
O relatório identifica as principais prioridades para os formuladores de políticas públicas “garantirem uma economia oceânica futura resiliente e sustentável, equilibrando a oportunidade econômica com a responsabilidade ambiental. Segundo o Secretário-Geral da OCDE, Mathias Cormann, melhorar as políticas oceânicas e a cooperação internacional é um imperativo econômico.
O oceano cobre 71% da superfície da Terra, compreende 90% da biosfera, fornece segurança alimentar para mais de três bilhões de pessoas, permite o transporte de mais de 80% dos bens globais e hospeda cabos marítimos que transportam 98% do tráfego internacional da Internet. Novas estatísticas e análises da OCDE revelam o papel vital que o oceano desempenha nas economias e nos meios de subsistência de centenas de milhões de pessoas.