Diretor do INPO destaca desafios e oportunidades ligados ao oceano no contexto da ação climática
Andrei Polejack foi um dos palestrantes de workshop sobre diplomacia científica
O diretor de Pesquisa e Inovação do INPO (Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas), Andrei Polejack, foi um dos palestrantes do painel Diplomacia Científica e Inovação: Energia, Bens Públicos Globais e Ação Climática, atividade que fez parte do workshop internacional “Introdução à Diplomacia Científica para o Desenvolvimento Sustentável: prioridades regionais da América Latina rumo à COP 30”. O evento foi realizado entre os dias 6 e 8 de agosto, em Brasília. Na ocasião, ele falou dos desafios e das oportunidades ligados ao oceano, à ciência e à governança regional no contexto da ação climática.
“Foi muito interessante ver que o oceano foi mencionado em vários painéis, o que significa que a agenda está finalmente ganhando notoriedade. Fico feliz, também, por descobrir que um relatório de antecipação dos desafios da diplomacia científica mundial, produzido pelo instituto suíço GESDA, apontou a ciência oceânica como área de fronteira da humanidade”, disse Polejack.
O representante do INPO explicou como a ciência é intrinsecamente ligada à governança do oceano e ressaltou o papel essencial que o instituto concentra nesse contexto, alavancando a ciência brasileira a novos patamares de excelência.
O painel abordou como energias renováveis e bens públicos globais podem ser impulsionados pela diplomacia científica e pela inovação tecnológica para acelerar a transição energética e a adaptação climática na região. Iniciativas brasileiras e latino-americanas de destaque foram apresentadas como exemplo de articulação entre pesquisa, política pública e cooperação internacional, com foco na sustentabilidade e na redução das desigualdades.
Organizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Interamericano para Pesquisas sobre Mudanças Globais (IAI), o evento reuniu autoridades nacionais e internacionais para fortalecer o diálogo entre ciência, política e diplomacia, em um momento de preparação da América Latina e do Caribe para a COP 30, que será sediada pelo Brasil em novembro deste ano.
Contribuições para a COP 30
O workshop teve como objetivo apresentar os fundamentos da diplomacia científica a profissionais das áreas de ciência, política, governo, relações internacionais e sociedade civil. A proposta parte do entendimento de que o enfrentamento dos desafios globais exige uma integração efetiva entre conhecimento científico e decisões políticas.
A programação do evento incluiu grupos de trabalho temáticos voltados à elaboração de recomendações estratégicas regionais em áreas como clima e saúde, segurança alimentar, biodiversidade, energias renováveis e tecnologias emergentes. As propostas devem contribuir diretamente com as agendas de governança climática da América Latina e do Caribe na COP 30.