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Aquecimento, poluição e sobrepesca: ameaças que estão transformando o oceano

Um filhote de foca nadando livremente. Foto de NOAA/PIFSC/HMSRP
29 DE DEZEMBRO, 2025
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O oceano – que cobre 70% da Terra e fornece metade do oxigênio do planeta – enfrenta uma crise sem precedentes, impulsionada por atividades humanas. Matéria publicada no site da National Geographic destaca que as maiores ameaças vêm alterando fundamentalmente a química e a biologia oceânicas, com 80% da poluição marinha originada de atividades humanas. A capacidade do oceano de absorver o excesso de calor e dióxido de carbono está prestes a atingir o limite, resultando em consequências globais que redefinem os ecossistemas.

O aquecimento global está causando alterações na química dos oceanos, sendo a acidificação uma das consequências mais graves. O aumento da poluição atmosférica, responsável por quase um terço dos contaminantes, intensifica este processo. A acidez mata corais e impede o crescimento de conchas e esqueletos de diversas espécies marinhas, ameaçando a base de ecossistemas inteiros. Além disso, derramamentos de óleo causam problemas de saúde, como defeitos congênitos em peixes jovens.

A sobrepesca é outra ameaça crítica, tendo triplicado o número de populações de peixes esgotadas nas últimas cinco décadas, o que desestabiliza a cadeia alimentar global. A poluição por plástico agrava o cenário, devido às oito milhões de toneladas despejadas anualmente no oceano. Este resíduo prejudica mais de duas mil espécies marinhas pelo aprisionamento, ingestão e infiltração de produtos químicos tóxicos, com efeitos especialmente prejudiciais à vida selvagem.

Apesar do cenário de ameaças, existem soluções viáveis para reverter o declínio da saúde dos oceanos. Conservacionistas defendem a criação de extensas reservas marinhas para proteger a biodiversidade e o habitat de espécies vulneráveis. Outras ações incluem a redução de práticas pesqueiras destrutivas, a busca por formas de diminuir a produção de plásticos descartáveis e o controle de espécies invasoras, visando garantir a sustentabilidade dos estoques e o equilíbrio ecológico marinho.

Saiba mais: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2025/11/estas-sao-as-maiores-ameacas-aos-oceanos-e-elas-ja-estao-mudando-o-planeta