Estrutura institucional se firma com foco em governança
Diretoria de Administração e Finanças destaca dois anos de organização interna e amadurecimento institucional
Os dois primeiros anos do INPO foram dedicados à construção institucional, uma etapa silenciosa e pouco visível para o público externo, mas determinante para a sustentabilidade futura da organização. O diretor de Administração e Finanças do INPO, Rodolfo Fraenkel, explica que 2024 e 2025 foram anos de erguer alicerces: criar a sede, estabelecer conselhos, escrever regulamentos e manuais, organizar fluxos internos, estruturar processos, contratar equipes e consolidar a governança necessária para uma Organização Social Federal.
“Esse conjunto de ações é o que permitiu que o INPO se estruturasse de forma sólida para poder desenvolver seus projetos com consistência. Trata-se de pré-condições indispensáveis para colocar a operação em funcionamento. Porque, antes de qualquer iniciativa ganhar visibilidade, é necessário organizar a casa: fazer alinhamentos com os conselhos, estruturar a sede, definir e testar regulamentos, contratar e integrar equipes, estabelecer fluxos de trabalho e iniciar a construção de uma cultura organizacional orientada à responsabilidade e à entrega. Sem essa base, nenhuma iniciativa se sustenta no médio e longo prazos”, afirma.
Construção da base administrativa e institucional
Essa etapa envolveu a estruturação da sede, a aquisição de mobiliário e equipamentos, a contratação e integração de equipes, bem como o desenvolvimento, o teste e o aprimoramento contínuo de normas, documentos e processos internos. Para isso, explica Fraenkel, o INPO se apoiou em referências de outras Organizações Sociais, em consultorias jurídicas especializadas e em orientações do MCTI, mas precisou desenvolver soluções próprias, adequadas à sua realidade institucional.
“Muitos instrumentos foram inicialmente concebidos em caráter preliminar, colocados em operação e ajustados ao longo do tempo. Foi um processo gradual de construção, em um contexto no qual o próprio modelo de Organização Social Federal ainda está em amadurecimento, o que exige flexibilidade e capacidade permanente de adaptação”, explica.
A assinatura do Contrato de Gestão com o MCTI representou um marco para o INPO, mas também trouxe desafios inerentes à implementação de metas em diferentes níveis de maturidade. Enquanto algumas ações puderam ser encaminhadas de imediato, outras dependiam de etapas estruturantes e de um horizonte de desenvolvimento mais longo. Ele dá como exemplo a captação externa de recursos, que requer a formatação prévia de projetos, a composição de equipes, a articulação com parceiros e a construção de propostas tecnicamente robustas.
“É um ciclo que não se completa em poucos meses — até chegar à captação, há uma sequência de etapas anteriores que precisam estar consolidadas”, destaca.
Desafios financeiros e mobilização de recursos
Do ponto de vista financeiro, ainda existe uma diferença relevante entre o INPO inicialmente concebido e a capacidade orçamentária disponível para sua implementação. O instituto foi planejado em uma escala da ordem de R$ 60 milhões anuais, mas iniciou sua operação com R$ 10 milhões, o que exige uma estratégia ativa de mobilização de recursos externos e um alinhamento cuidadoso entre prioridades institucionais, oportunidades de financiamento e políticas públicas.
Nesse contexto, o edital da Finep, que financia o Centro de Energia Azul, foi um exemplo bem-sucedido de convergência entre capacidade técnica, interesse público e viabilidade de execução.
“Nosso papel é viabilizar o desenvolvimento de soluções e tecnologias novas e, muitas vezes, sem resultados imediatos. Por isso, precisamos preservar espaço para experimentação e inovação. Em alguns casos, pode haver diferenças entre as agendas de desenvolvimento mais imediatas do mercado e as prioridades estratégicas do INPO”, explica.
Governança consolidada e amadurecimento institucional
Para 2026, o diretor projeta a continuidade do fortalecimento da estrutura técnica, administrativa e de governança do INPO. Com os principais instrumentos institucionais consolidados e os processos internos mais maduros, a organização segue focada em garantir estabilidade, eficiência operacional e alinhamento estratégico.
Depois de dois anos preparando o terreno, Rodolfo avalia que o instituto alcançou um nível de organização que permite maior previsibilidade, segurança institucional e capacidade de planejamento.
“Este é um momento de consolidar tudo o que foi construído até aqui, garantindo que as bases institucionais estejam sólidas para sustentar o crescimento do INPO nos próximos anos”, resume.