3º Simpósio BBNJ reúne propostas para implementar Tratado do Alto-Mar
O encontro reuniu cerca de 700 participantes, de forma presencial e online
Com forte participação internacional e troca intensa de conhecimento, o 3º Simpósio BBNJ marcou um novo passo nas discussões sobre o Tratado do Alto-Mar. “Estamos muito empolgados com os resultados. Tanto conhecimento e sabedoria compartilhados por 59 painelistas. Identificamos e reconhecemos os desafios à frente na implementação do acordo, mas também encontramos boas soluções e boas sugestões”, celebrou Andrei Polejack, diretor de Pesquisa e Inovação do INPO, ao fim do encontro.
Realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, o evento reuniu cerca de 700 participantes, de forma presencial e online, entre especialistas internacionais, representantes de organizações intergovernamentais e não governamentais, de organizações multilaterais e integrantes da sociedade civil, para aprofundar reflexões sobre os desafios da implementação do Tratado do Alto-Mar, que inaugura uma nova fase da governança oceânica global.
Polejack explicou que todas as sessões do simpósio foram pensadas com o auxílio de um comitê científico, de forma que a propiciar a discussão do tema central do encontro: o papel da ciência e do conhecimento na fase de implementação do Tratado do Alto-Mar.
“Nossa ideia agora é sintetizar esse conhecimento e disponibilizá-lo de volta para a sociedade, inclusive para os participantes ligados a governos. Quem sabe a gente não consegue ajudar no próximo passo da implementação do tratado?”, afirmou o diretor de Pesquisa e Inovação do INPO.
Segundo a diretora de Infraestrutura e Operações do INPO, Janice Trotte-Duhá, um aspecto importante nas discussões do simpósio foi a questão da capacitação. “O desejo é que os Estados que compõem o Sul global tenham capacidade também de gerar informações sobre o DNA Environmental (eDNA), uma técnica bastante promissora que vai contribuir para que possamos preencher gaps de conhecimento sobre biodiversidade nas áreas além da jurisdição nacional. Nesse aspecto, o INPO tem um papel muito relevante, não apenas no aprimoramento da técnica, em estreita parceria com atores nacionais e internacionais, mas também trazendo o conhecimento já adquirido no âmbito da nossa rede de pesquisa e inovação”.
Para o diretor-geral do INPO, Segen Estefen, a ciência é fundamental para orientar as decisões globais sobre o oceano. “Estamos diante de um momento histórico para a governança dos oceanos. A implementação do tratado depende fortemente da ciência e da cooperação internacional para garantir a proteção da biodiversidade marinha”, afirmou.
Fotos do 3º Simpósio BBNJ: acesse aqui.
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