INSTITUIÇÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

INPO representará o Brasil em programa global da Agência Internacional de Energia sobre energia oceânica

10 DE ABRIL, 2026
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Na próxima segunda-feira, 13 de abril, às 15h, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciará a adesão do Brasil à Agência Internacional de Energia (IEA) e a indicação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) como representante do país em iniciativas estratégicas da agência voltadas à energia oceânica.

O anúncio será feito pelo Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron, com a presença da Secretária Executiva da IEA-OES, Ana Brito, do diretor-geral do INPO, Segen Estefen, da diretora de Transição Energética do Ministério do Meio Ambiente, Karina Araújo Souza, e do professor Hongda Shi, da Ocean University of China.

A participação brasileira se dará por meio do programa Ocean Energy Systems (OES), uma das principais iniciativas globais dedicadas ao desenvolvimento de tecnologias de energia oceânica no âmbito da Agência Internacional de Energia, ampliando a inserção do país em redes internacionais de cooperação científica e tecnológica voltadas à transição energética.

A IEA é uma organização intergovernamental que coordena políticas energéticas globais, produz dados e análises oficiais, apoia a transição energética e promove a cooperação entre países em áreas estratégicas. Reconhecida como uma das principais referências globais em energia, a agência abriga programas voltados ao desenvolvimento tecnológico em diferentes fontes renováveis, incluindo aquelas associadas ao ambiente marinho.

Cooperação internacional em energia oceânica

Criado em 2001, o Ocean Energy Systems (OES) é um programa internacional totalmente dedicado à energia oceânica, com foco no avanço tecnológico, na produção de conhecimento e na articulação de políticas públicas. Inserido no conjunto dos Technology Collaboration Programmes (TCPs) da IEA, o OES reúne países e instituições em torno de uma agenda comum voltada ao aproveitamento sustentável do potencial energético dos oceanos.

A energia oceânica engloba diferentes tecnologias que utilizam processos naturais do oceano para geração de eletricidade, como ondas, marés, correntes, gradientes térmicos e gradientes de  salinidade. Essas fontes têm sido consideradas estratégicas por seu caráter renovável e previsível, além de sua complementaridade com outras formas de geração, como a solar e a eólica.

Atualmente, o OES reúne cerca de 25 membros, entre países e organizações regionais, incluindo nações com forte tradição em pesquisa oceânica e inovação energética, como Reino Unido, França, Estados Unidos, China, Canadá, Japão, Irlanda, Portugal, Noruega e Austrália, além da União Europeia. Esse grupo concentra grande parte dos avanços tecnológicos, projetos-piloto e marcos regulatórios associados à energia oceânica no mundo.

Na prática, o programa funciona como uma plataforma de cooperação internacional que conecta governos, centros de pesquisa e setor produtivo. Sua atuação envolve o desenvolvimento de projetos colaborativos, a produção de relatórios técnicos e recomendações de políticas públicas, o intercâmbio de dados e experiências entre países e o apoio à validação de tecnologias em escala real.

A participação brasileira, por meio do INPO, representa um passo estratégico para o fortalecimento da agenda nacional de energia azul. Ao integrar uma das principais redes internacionais do setor, o país amplia oportunidades de cooperação científica, acesso a conhecimento técnico especializado e participação na construção de diretrizes globais para o desenvolvimento sustentável da energia oceânica.