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Imersão prática em Robótica e IA marca segundo dia da AAORIA Summer School 

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11 DE ABRIL, 2026
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Atividade se encerra neste sábado, com desafios e discussões sobre o futuro das tecnologias ligadas ao oceano

O segundo dia da AAORIA Summer School 2026 foi marcado por uma imersão prática nos fundamentos da robótica, da inteligência artificial e dos sistemas autônomos aplicados ao ambiente oceânico. O programa internacional é voltado a pesquisadores em início de carreira e realizado no Senai-Cimatec, em Salvador (BA). Organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o evento reúne quinze participantes de dez países em uma experiência intensiva que segue até este sábado e combina teoria, prática e diálogo com o setor produtivo.

“Estamos falando sobre robótica autônoma, inteligência artificial, integrando o aspecto intergeracional a que a AAORIA está dedicada”, afirmou a diretora de Infraestrutura e Operações do INPO, Janice Trotte-Duhá.

Participantes do Summer School em atividade prática.

As atividades começaram com a apresentação do professor José Diaz, do Instituto Federal da Bahia (IFBA), que trouxe uma abordagem introdutória e aplicada à robótica sob a perspectiva oceânica. Para muitos estudantes, as temáticas estavam sendo apresentadas pela primeira vez, sob uma nova perspectiva.

“Minhas expectativas foram atendidas. Tivemos muitas discussões interessantes. É uma oportunidade de mergulhar em um assunto com o qual eu não estava familiarizado”, afirmou Carson Straub, do Canadá.

Na sequência, o professor Fabio Nascimento, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aprofundou o debate ao abordar tecnologias de percepção do oceano. O engenheiro José Fonseca, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), conduziu a terceira palestra da manhã, dedicada aos sistemas que operam veículos de superfície e submersos. 

No período da tarde, as atividades foram transferidas para o Labmaker, onde o enfoque prático ganhou mais força. O professor Leonardo Pereira, também da UFPEL, liderou uma sessão voltada à integração de conhecimentos para o futuro do Oceano Atlântico. A proposta incluiu a construção de dispositivos simples para monitoramento e exploração do ambiente marinho, estimulando a criatividade e o trabalho colaborativo entre os participantes.

Encerrando a programação do dia, os estudantes participaram de um desafio prático e foram convidados a desenvolver soluções tecnológicas para o oceano a partir dos conceitos aprendidos. A atividade consolidou o caráter interdisciplinar da Summer School, reforçando a importância da articulação entre teoria e prática.

“É um espaço excelente para aprender, se conectar e compartilhar ideias. Investir nos jovens significa investir em um futuro melhor”, defendeu Dileine Cunha, coordenadora de Negociações Internacionais do CNPq. A programação se encerra neste sábado (11), com novas atividades práticas, desafios tecnológicos e discussões sobre o futuro das tecnologias ligadas ao oceano. A Summer School 2026 é uma coorganização do INPO, da Furg, do CNPq e do Senai-Cimatec e conta com o apoio de iniciativas internacionais, como o consórcio OKEANO e a AAORIA.

Visita às instalações do Senai-Cimatec