Pesquisa reforça importância do INPO para a ciência oceânica brasileira
Instituto figura como articulador entre redes de pesquisa nacionais e internacionais
O INPO divulgou nesta segunda-feira (20) os resultados de uma pesquisa de opinião desenvolvida com o intuito de definir caminhos estratégicos para a atuação do instituto nos próximos anos. O levantamento, realizado por meio de formulário eletrônico, contou com a participação da comunidade científica e de profissionais ligados ao oceano. Os dados apontam para um reconhecimento expressivo da importância do INPO no cenário nacional, sendo avaliado como peça-chave no fortalecimento da ciência oceânica brasileira, integrando diferentes setores.
Um dos pontos de convergência entre o público ouvido na pesquisa foi o papel do INPO na articulação e promoção de conexões entre redes de pesquisa nacionais e internacionais. É esperado do instituto o apoio ao pesquisador nacional, facilitando o acesso a dados oceanográficos, o contato com fontes de financiamento para a pesquisa e a viabilização do uso de infraestruturas compartilhadas.
“O relatório evidencia que há uma expectativa clara e compartilhada de que o INPO se consolide como o principal articulador e integrador da ciência oceânica no Brasil, conectando instituições, regiões e diferentes setores da sociedade. Como suas ações já caminham alinhadas a essas demandas, o cenário é bastante promissor para que o instituto fortaleça seu papel estratégico e avance de forma consistente na consolidação de uma governança mais integrada e colaborativa”, afirma Priscila Lange, coordenadora da área de Pesquisa e Inovação do INPO.
A iniciativa mapeou percepções sobre a atuação do instituto, além de identificar áreas consideradas essenciais para o avanço da ciência, da inovação e da gestão sustentável do oceano no país. O estudo captou dados quantitativos e qualitativos, revelando desde tendências gerais até contribuições mais aprofundadas dos participantes.
Entre as áreas científicas verificadas como prioritárias, ganharam destaque as mudanças climáticas e sua relação com o oceano, a biodiversidade marinha e costeira, o monitoramento oceânico e a instrumentação oceanográfica. Os pontos levantados mostram uma preocupação crescente a respeito da infraestrutura científica e dos desafios contemporâneos, como a conservação da vida marinha. Nesse contexto, os participantes ressaltaram a necessidade de apoio para ampliar a capacidade de observação e coleta de dados no ambiente oceânico.
Ao abrir espaço para a escuta ativa da comunidade, o INPO não apenas amplia sua legitimidade como também reúne subsídios importantes para orientar suas futuras ações. O relatório completo da pesquisa, que detalha metodologia, perguntas e resultados, está disponível aqui para consulta pública.