INSTITUIÇÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Diretor-geral do INPO ministra palestra no Global Ocean Summit

Segen Estefen ministra palestra em Hong Kong
15 DE MAIO, 2026
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em Hong Kong 

Segen Estefen abordará as contribuições do oceano para a transição energética e a economia azul

O diretor-geral do INPO, Segen Estefen, representará o instituto no Global Ocean Summit 2026, que será realizado entre 18 e 20 de maio, em Hong Kong, na China. O encontro reunirá lideranças e cientistas de referência internacional para discutir inovação em ciência marinha e os principais desafios para a sustentabilidade dos oceanos.  

Um dos keynotes convidados, Estefen ministrará palestra no dia 19, com o título “Marine Energy Contributions to Energy Transition and the Blue Economy”, na qual abordará o potencial do oceano como fonte de energias renováveis e forte aliado  para a transição energética e a economia azul. Com foco no fortalecimento de parcerias globais e a construção de agendas comuns em temas como observação oceânica, mudanças climáticas, carbono azul, inteligência artificial e governança marinha, o evento dialoga diretamente com iniciativas de desenvolvimento estruturais lideradas pelo instituto. 

“A ampliação do uso de energias renováveis de origem oceânica é estratégica para garantir maior independência energética aos países, contribuindo também para ampliar o percentual de energia renovável em um mundo cujos desafios climáticos são prementes”, defende Estefen.

No Brasil, o INPO vem estruturando, com apoio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o Centro Temático de Energia Renovável no Oceano – Energia Azul, que tem como objetivo acelerar a transformação de resultados de pesquisas em soluções aplicadas, reduzindo o tempo necessário para que inovações cheguem de fato ao mercado. A proposta prevê o desenvolvimento de tecnologias voltadas à geração de energia renovável offshore, explorando o potencial do oceano como fonte estratégica para a diversificação da matriz energética.

O projeto prevê a produção de energia a partir de ondas, marés, gradiente térmico e eólica offshore, com aplicações em dessalinização da água do mar e  hidrogênio de baixa emissão. O Centro Temático de Energia Renovável no Oceano também abrange o desenvolvimento de equipamentos e testes de viabilidade dessas soluções, de modo a consolidar o Brasil como um potencial protagonista na chamada Economia Azul e no avanço de tecnologias para a descarbonização.

Cooperação global em pesquisas oceânicas

Ainda em Hong Kong, o diretor-geral do INPO participa, no dia 20, das discussões para a criação de uma associação denominada Global Ocean Research Union (GlORi), iniciativa que será debatida ao longo da programação do Summit. A proposta visa estruturar uma nova organização internacional dedicada exclusivamente à pesquisa oceânica colaborativa e ao compartilhamento de dados, infraestrutura e conhecimento científico.

A GlORi surge a partir do entendimento de que grandes avanços científicos dependem de colaboração internacional estruturada e de iniciativas de grande escala. Concebida como uma aliança científica global sem fins lucrativos, a associação reunirá universidades, centros de pesquisa e especialistas na formação de uma rede internacional de inovação em ciência marinha. Entre seus objetivos estão ampliar o compartilhamento de recursos e dados, impulsionar descobertas científicas, enfrentar desafios emergentes ligados ao oceano, fortalecer a educação e a cultura oceânica e desenvolver soluções para uma governança sustentável do oceano.

A proposta também se alinha à Década do Oceano da ONU e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com foco na construção de uma comunidade global comprometida com a proteção e o uso sustentável do oceano.

“A cooperação internacional é essencial para avançarmos em soluções à altura dos desafios que o oceano impõe. O Brasil tem um papel estratégico nesse cenário, tanto pela dimensão do seu território marítimo quanto pela capacidade científica instalada, e o INPO tem como uma de suas missões estratégicas conectar essas competências ao esforço global”, destaca Estefen.