INSTITUIÇÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

INPO e Petrobras unem esforços para fortalecer pesquisa oceânica

Andrea Latgé, Segen Estefen, Lilian Melo Barreto e Ricardo Jaques Ferreira
17 DE AGOSTO, 2026
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Protocolo de intenções abre caminho para iniciativas conjuntas em tecnologia, instrumentação e gestão de dados 

O INPO e a Petrobras firmaram nesta segunda-feira (17) um protocolo de intenções que estabelece bases para oportunidades de cooperação técnico-científica voltadas ao desenvolvimento de capacidades estratégicas em pesquisa oceânica, inovação tecnológica e gestão do conhecimento, com foco na Amazônia Azul e no avanço sustentável das atividades realizadas no ambiente marinho. A cerimônia ocorreu às 15 horas, na sede do INPO, no Rio de Janeiro. O documento cria condições para interlocução institucional entre as organizações pelos próximos cinco anos. O evento contou com a presença do diretor-geral do INPO, Segen Estefen; da diretora de Infraestrutura e Operações, Janice Trotte-Duhá; da secretária de Políticas e Programas Estratégicos do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Andrea Latgé; da gerente-executiva do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), Lilian Melo Barreto; e do vice-almirante da Marinha, Ricardo Jaques Ferreira.

Estefen falou sobre o papel do INPO na promoção das ciências do mar, de forma integrada e interdisciplinar. “A proposta é fazer com que essa assinatura se transforme em trabalho conjunto. Temos uma agenda de trabalho e, em poucos anos, queremos transformá-la em propostas concretas”, afirmou.

O acordo prevê uma estrutura de colaboração em três eixos fundamentais. O primeiro foca em modelos de gestão e operação de embarcações de pesquisa, visando otimizar a logística necessária para projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O segundo eixo trata do desenvolvimento nacional de equipamentos oceanográficos de baixo custo e da calibração de sensores, reduzindo a dependência tecnológica externa. Por fim, o terceiro pilar dedica-se à governança de dados socioambientais e à interoperabilidade entre sistemas de informação, de modo a garantir que o vasto volume de dados gerados nas atividades oceânicas seja integrado e acessível.

“O protocolo é um ponto de partida, uma oportunidade de construir junto para todo o país. Fortalecer esse ecossistema é fortalecer a capacidade do país como um todo para atuar de forma sustentável no ambiente marinho”, disse a gerente-executiva do Cenpes.

A integração de competências e recursos tem por finalidade contribuir para potencializar resultados de pesquisas e ampliar a capacidade nacional de enfrentar desafios relacionados ao conhecimento, ao uso sustentável e à preservação dos ecossistemas marinhos.

Os temas contemplados no protocolo de intenções apresentam convergência com iniciativas atualmente desenvolvidas  pelo INPO, como a criação de uma plataforma tecnológica que possibilitará a integração de diferentes bases de dados oceânicos e costeiros, cujo objetivo é contribuir para o avanço do conhecimento sobre o ambiente marinho. Assim como o desenvolvimento de um Centro de Instrumentação e Calibração Oceanográfica, que permitirá maior independência e barateamento de custos às pesquisas relacionadas ao oceano. Também possuem aderência a assuntos de interesse da Petrobras nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicadas às regiões costeiras e oceânicas da Amazônia Azul.

Andrea Latgé (esq.), Segen Estefen, Lilian Melo Barreto, Ricardo Jaques Ferreira e Janice Trotte-Duhá

“Tenho certeza de que essa será uma parceria muito frutífera. Precisamos dar as mãos. É importante a coletividade e as parcerias. Vida longa à ciência”, afirmou Andrea Latgé.

O documento estabelece, ainda, a possibilidade de desenvolvimento de projetos futuros de interesse comum, a partir da identificação conjunta de demandas, oportunidades e temas estratégicos nas áreas científica, tecnológica e de mercado. 

“Esse é só o começo. A abertura para um profícuo diálogo”, celebrou Janice Trotte-Duhá.