INSTITUIÇÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

INPO leva estudantes da rede pública a uma experiência virtual no oceano profundo

24 DE SETEMBRO, 2026
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Cinco escolas ainda participarão da atividade, que promove uma visita virtual ao vivo ao navio de pesquisas R/V Falkor (too)

Estudantes do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Dom Hélder Câmara, no Engenho de Dentro (RJ), fizeram nesta quinta-feira (24) uma visita virtual ao navio de pesquisas oceanográficas R/V Falkor (too), da Schmidt Ocean Institute (SOI) e participaram de uma transmissão ao vivo com pesquisadores brasileiros a bordo da embarcação, direto da costa de Fortaleza (CE). 

Promovida pelo INPO, a atividade aconteceu no Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce), da Coppe/UFRJ, e foi a primeira visita da iniciativa “Mergulho nas Águas Profundas do Atlântico Sul”, que realizará, até o fim de outubro, seis encontros virtuais entre alunos de escolas públicas do Rio e os tripulantes do navio de pesquisa. Na experiência, os jovens assistiram a demonstrações de equipamentos utilizados pelos oceanógrafos na análise do mar e na exploração do oceano profundo, como Veículos Operados Remotamente (ROVs) – que ultrapassam  4 mil metros de profundidade para coletar animais, rochas e água –, Veículo Subaquático Autônomo (AUVs) e drones.

“Convidamos alunos de escolas públicas para esta visita a um navio de pesquisas oceanográficas com a ideia de motivá-los para desenvolver pesquisas e exercer, no futuro, trabalhos na área do oceano. Precisamos preservar o mar e tratá-lo de forma sustentável”, afirmou o diretor-geral do INPO e presidente da Society for Underwater Technology (SUT/Brasil), Segen Estefen, que inaugurou a série de atividades ao lado da diretora da Coppe/UFRJ Suzana Kahn Ribeiro, e do coordenador do Lamce, Luiz Landau. 

Segen Estefen (INPO) inaugurou a série de atividades ao lado de Suzana Kahn Ribeiro (Coppe/UFRJ) e Luiz Landau (Lamce) 

Os pesquisadores Gabriela Filgueiras e Gabriel Pileggi, ambos do Laboratório de Ecologia e Evolução de Mar Profundo (LAMP), da Universidade de São Paulo (USP), foram os anfitriões na visita ao Falkor (too), mostrando alguns laboratórios a bordo, tecnologias utilizadas nas pesquisas, processos de captura de seres e sedimentos e de descoberta de novas espécies. A dupla faz parte da expedição internacional coordenada por Angel Perez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e integrante da rede de pesquisadores do INPO, que investigará, até 30 de setembro, uma das regiões menos conhecidas do Oceano Atlântico, a Zona de Fratura Romanche, entre a costa brasileira e a África. A equipe pretende explorar a biodiversidade e os processos oceanográficos do mar profundo.  

Após o contato virtual, os estudantes conheceram a LUMA, o primeiro ROV brasileiro a mergulhar nas águas da Antártida. O equipamento foi apresentado pelo professor da Coppe/UFRJ e coordenador do Laboratório de Controle e Automação, Engenharia de Aplicação e Desenvolvimento (LEAD), Alessandro Jacoud, responsável pelo seu desenvolvimento. Os jovens foram orientados por Jacoud a montarem mini-ROVs e testarem o seu funcionamento em uma piscina, simulando a utilização no fundo do mar. Houve ainda a demonstração do uso de drones, que monitoram, por exemplo, cardumes de peixes e vazamentos de óleo no mar.

Estudantes montam um mini-ROV

“Estamos desenvolvendo nesta atividade uma conexão entre o ensino médio e a pesquisa avançada. Contamos a história do desenvolvimento da LUMA e o uso dos drones de uma forma mais próxima ao universo deles”, explicou Jacoud. 

A atividade aconteceu no Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe/UFRJ, e os estudantes puderam conhecer também alguns dos modelos matemáticos desenvolvidos localmente, utilizados para analisar correntes marinhas, temperatura e ventos, entre outros aspectos. As experiências imersivas mostraram, por exemplo, como é possível prever o percurso de um vazamento de óleo no oceano ou os impactos de um tsunami no mundo.

Alunos testaram o funcionamento do mini-ROV em uma piscina

“Achei tudo muito interessante. Gostei muito de ver como os pesquisadores descobrem novas espécies. É uma atividade muito importante, principalmente, para quem está interessado em trabalhar com o oceano”, disse a estudante Maria Clara Sampaio, de 17 anos.

“Mergulho nas águas profundas do Atlântico Sul” é uma iniciativa promovida pelo INPO, em parceria com o SOI, a Society for Underwater Technology (SUT) e com apoio do Lamce e do Laboratório de Controle e Automação, Engenharia de Aplicação e Desenvolvimento (LEAD), ambos da Coppe/UFRJ.

Confira as próximas e escolas participantes:

29/09 – CIEP 345 Y-Juca Pirama Intercultural Brasil-Suécia

02/10- CEFET Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Maracanã)

06/10 – Escola Municipal Gonçalves Dias (São Cristóvão)

14/10 – Escola Municipal Rivadavia (Cidade Nova)

20/10 – Escola Estadual Prefeito Mendes de Moraes (Ilha do Governador)