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Atlântico Norte concentra 27 milhões de toneladas de nanoplásticos, afirma estudo

Garrafas de plástico e outros objetos flutuando no oceano
16 DE JULHO, 2025
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Pesquisa publicada na revista científica Nature revelou que o Atlântico Norte contém, no mínimo, 27 milhões de toneladas de nanoplásticos. Sophie ten Hietbrink, uma das principais pesquisadoras do estudo, afirma que a surpresa não foi a presença desse tipo de plástico, mas a quantidade do material encontrada na água. A descoberta aponta um avanço nas pesquisas sobre poluição plástica oceânica.

Durante quatro semanas, cientistas europeus realizaram uma expedição na qual coletaram amostras de água do mar em três diferentes profundidades, que foram analisadas com espectrometria de massa – técnica capaz de identificar fragmentos plásticos pela “assinatura” molecular liberada ao serem aquecidos. Os resultados mostraram concentrações maiores de nanoplásticos próximo às costas e à superfície da água, mas os resíduos também foram encontrados a profundidades de até 4.500 metros. 

Segundo os pesquisadores, a presença maciça dessas partículas representa um risco real à vida marinha e aos próprios seres humanos, já que os nanoplásticos podem atravessar membranas celulares e se acumular nos organismos. Nanoplásticos são partículas invisíveis a olho nu, menores que um micrômetro (um milésimo de milímetro). Embora o uso de plástico seja difícil de ser eliminado no curto prazo, os autores do estudo defendem a urgência de políticas eficazes de gestão de resíduos.

Saiba mais em: https://www.nature.com/articles/s41586-025-09218-1