Base científica se fortalece para ampliar o impacto da pesquisa oceânica
Diretoria de Pesquisa e Inovação entra em nova fase de articulação e mobilização da RPII
A Diretoria de Pesquisa e Inovação entra em 2026 com a missão de intensificar a atuação da ampla Rede de Pesquisa, Inovação e Infraestrutura (RPII) formada com os parceiros do INPO. O próximo passo será o estabelecimento do Comitê Gestor da Rede, responsável por dar dinamismo ao diálogo entre o INPO e a comunidade que reúne mais de 1.400 pesquisadores, laboratórios, universidades, INCTs e empresas em todo o país.
“A rede de pesquisa é a principal base científica e de infraestrutura para a atuação do INPO. Com um trabalho mais próximo e coordenado, o instituto ganha condições de exercer plenamente seu papel de articulador, ampliando oportunidades e respondendo de forma mais precisa às necessidades da ciência oceânica no país”, afirma Andrei Polejack, diretor de Pesquisa e Inovação do INPO.
Articulação nacional da rede científica
Andrei explica que, ao longo dos últimos dois anos, o INPO manteve um diálogo contínuo com essa rede, acolhendo sugestões sobre como fortalecer sua articulação e funcionamento, no qual pesquisadores e instituições possam tanto contribuir quanto acessar oportunidades de cooperação, ao passo que permite ao INPO compor projetos de importância nacional. O Comitê Gestor, formado por representantes de todas as regiões do Brasil, terá a função de identificar oportunidades, promover conexões científicas, antecipar necessidades de infraestrutura e apoiar a formação de consórcios de pesquisa e inovação.
Paralelamente, o instituto ampliou sua rede por meio de instrumentos de cooperação, como os firmados com a Marinha do Brasil e a Fiocruz, com previsão de expansão para outras entidades. Também iniciou um diagnóstico nacional sobre o oceano, com o levantamento das principais bases de dados utilizadas por pesquisadores brasileiros, que deverão alimentar futuramente o sistema de dados do INPO.
Além disso, o INPO realizou uma pesquisa nacional de opinião com a comunidade científica, que mostrou que a expectativa é de que o instituto atue como um grande articulador nacional, apoiando os pesquisadores brasileiros e mantendo uma visão ampla da ciência oceânica, com foco em projetos de impacto nacional.
Inovação tecnológica e novos instrumentos
O Diretor de Pesquisa e Inovação do INPO ressalta que outro avanço importante foi o amadurecimento da proposta de criação de um Centro de Instrumentação, concebido ao longo desses dois anos. A iniciativa permitirá desenvolver inovação tecnológica em parceria com empresas e em consonância com as demandas da comunidade oceânica nacional.
“Desde a gênese do conceito do INPO, tomou-se a decisão estratégica de coordenar e otimizar a expertise nacional e a infraestrutura já existente em projetos de maior impacto. É por meio dessa estrutura colaborativa que o instituto viabiliza o desenvolvimento científico e devolve à comunidade inovações tecnológicas e soluções para fortalecer a pesquisa oceânica no país”, explica Polejack.
Para Andrei Polejack, 2026 marca a transição entre a fase de implantação do Instituto e a etapa de mobilização efetiva de sua Rede de Pesquisa, Inovação e Infraestrutura. “A consolidação dessa estrutura vai permitir transformar conhecimento em impacto. É esse o nosso objetivo”, conclui.