INSTITUIÇÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Diretor-geral do INPO participa do 2026 All-Atlantic Ocean Research and Innovation Alliance Forum

15 DE ABRIL, 2026
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Segen Estefen falou sobre avanços tecnológicos no monitoramento e preservação do oceano 

O diretor-geral do INPO (Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas), Segen Estefen, participou nesta quarta-feira (15) do primeiro dia de debates do 2026 All-Atlantic Ocean Research and Innovation Alliance Forum, realizado no Senai Cimatec, em Salvador (BA). A programação segue até esta quinta-feira (16), reunindo especialistas, cientistas e lideranças do setor marítimo de diferentes países.

Estefen integrou o painel “Blue Frontiers: Ocean Tech Insights from the Tropics to the Antarctic”, que discutiu avanços tecnológicos voltados ao monitoramento e à preservação do oceano em diversas regiões do planeta. A mesa foi moderada por Jhielson Montino Pimentel, do Senai Cimatec, e contou com a participação de Juan-Jaques Forgus, da South African Environmental Observation Network (SAEON); Iago Gradin, da Ocean Tracking Network da Dalhousie University, no Canadá; e Gisele Olimpia da Rocha, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Durante o debate, Estefen destacou a importância da criação e integração de bancos de dados oceânicos acessíveis. Segundo ele, o compartilhamento de informações é um dos principais desafios atuais para o avanço da ciência oceânica. “Dados são um grande desafio. Estamos organizando no INPO uma infraestrutura que integra diferentes bancos de dados nacionais para o desenvolvimento de modelos e simulações que permitirão previsões a partir deles”, afirmou, ressaltando iniciativas brasileiras de monitoramento, como o SiMCosta, que utiliza boias e plataformas para coletar dados ao longo da zona costeira do país, contribuindo para análises ambientais e previsões oceânicas.

Outro ponto central das discussões foi o uso do oceano como infraestrutura estratégica para atividades econômicas e tecnológicas sustentáveis. Nesse contexto,o diretor-geral enfatizou o papel do oceano na transição energética e citou o Centro de Energia Azul, que o INPO vem estruturando em parceria com instituições acadêmicas e de pesquisa nacionais. O projeto prevê o desenvolvimento de quatro tecnologias para produção de energia renovável offshore (conversão de energia das ondas, correntes de maré, gradiente térmico do oceano (OTEC) e produção de hidrogênio verde a partir de fontes renováveis offshore), com o objetivo de viabilizar seu uso comercial em larga escala.

“A energia advinda do oceano tem um importante papel na transição energética. Se você pensar na Economia Azul, no uso do oceano de forma sustentável para gerar empregos, negócios e progresso, você vai precisar desse tipo de fontes de energia. O Centro de Energia Azul está estudando a fundo algumas dessas fontes para que estejam mais rapidamente em um estágio de comercialização”, enfatizou.

2026 All-Atlantic Ocean Research and Innovation Alliance Forum

Considerado o principal encontro anual da Aliança All-Atlantic, o fórum tem como objetivo fortalecer a cooperação internacional em ciência oceânica e promover soluções conjuntas para os desafios que afetam o Atlântico. Organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio da iniciativa OKEANO Coordination and Support Action (CSA), o evento reforça o papel do Brasil nas discussões globais sobre o tema.