INPO apresenta projetos estratégicos no Science meets Business
A analista de Tecnologia Carla Lage destacou importância da infraestrutura de dados e da integração de sistemas
O INPO participou do Science meets Business, o SciBiz, em São Paulo, um dos principais eventos de inovação e empreendedorismo científico do país, levando ao debate o papel estratégico da ciência oceânica para a soberania nacional e o desenvolvimento da economia azul. Representando o instituto, a analista de Tecnologia Carla Lage integrou, em 12 de maio, o painel “Amazônia Azul: Soberania Tecnológica e Ecossistemas de Blue Techs”, destacando a importância da infraestrutura de dados e da integração de sistemas para ampliar a capacidade do Brasil de observar, compreender e tomar decisões estratégicas sobre o ambiente marinho.
Carla apresentou os projetos estruturantes do INPO, ressaltando seu papel na ampliação da capacidade do Brasil de estudar e monitorar o oceano de forma sustentável, com foco no Atlântico Sul. As iniciativas incluem a expansão e integração das redes de observação oceânica, a criação de uma infraestrutura nacional para desenvolvimento e manutenção de equipamentos científicos, a modernização e articulação de sistemas de dados e o avanço de tecnologias voltadas à geração de energia renovável no oceano. Em conjunto, esses projetos fortalecem a base científica, tecnológica e inovadora do país, alinhando pesquisa, desenvolvimento e aplicações práticas no contexto da economia azul.
“O Gêmeo Digital do Oceano gera uma plataforma de experimentação para startups e blue techs, alavancando um ecossistema de inovação que conecta ciência, tecnologia e economia azul.” – exemplificou, Carla.
O debate também abordou temas como a formação de talentos, o desenvolvimento de tecnologias duais, com aplicações civis e de defesa, e o fortalecimento de startups de base científica – as chamadas Blue Techs – em um cenário em que a Amazônia Azul, com seus cerca de 5,7 milhões de km², ganha cada vez mais relevância geopolítica, ambiental e econômica. Comparável em importância estratégica à Amazônia Verde, esse vasto ecossistema marinho, sob jurisdição brasileira, desempenha papel central para a soberania nacional, a conservação da biodiversidade e o equilíbrio climático global. Além de concentrar recursos minerais, energéticos e alimentares, a economia azul já representa cerca de 3% do PIB brasileiro, impulsionando cadeias produtivas e iniciativas tecnológicas voltadas ao uso sustentável do oceano.
O painel, moderado por Roberto Bernardes, professor da FEI e pesquisador principal do CEPID Bridge, reuniu também Mauricio Pires Malburg da Silveira, capitão de Mar e Guerra e assessor técnico de Projetos Estratégicos de Defesa da Diretoria Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha; Márcio Guimarães Cruz, consultor e analista sobre Economia Azul do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e Alexandre Canova, gestor do Programa Speed Marine do Sebrae.
Ao longo de dois dias, o SciBiz Conference 2026 reuniu cerca de dois mil participantes, mais de 200 empresas e aproximadamente 100 palestrantes. O evento foi co-organizado pelo Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão, da Faculdade de Economia da USP (CEPID Bridge) e pela Marinha do Brasil.