INPO assume representação brasileira em iniciativa global de energia oceânica
Vinculado à Agência Internacional de Energia, programa reúne 23 países para promover o aproveitamento sustentável do potencial energético dos mares
O INPO estreou como representante do Brasil no Programa de Cooperação Tecnológica em Sistemas de Energia Oceânica (OES na sigla em inglês), vinculado à Agência Internacional de Energia (IEA). O diretor-geral do INPO, Segen Estefen, está participando, em Haia, na Holanda, da reunião do Comitê Executivo do OES. Na pauta da reunião, está o avanço tecnológico em energia renovável do oceano.
A participação brasileira, por meio do INPO, representa um passo estratégico para o fortalecimento da agenda nacional de energia azul. “A energia oceânica tem um enorme potencial, e essa integração internacional contribui diretamente para acelerar esse processo”, destacou Segen Estefen.
A IEA é uma organização intergovernamental que coordena políticas energéticas globais, produz dados e análises oficiais, apoia a transição energética e promove a cooperação entre países em áreas estratégicas.
Criado em 2001, o programa OES reúne 23 países e instituições em torno de uma agenda comum voltada ao aproveitamento sustentável do potencial energético do oceano. A energia oceânica engloba diferentes tecnologias que utilizam processos naturais do mar para geração de eletricidade, como ondas, marés, correntes, gradientes térmicos e gradientes de salinidade.
No âmbito da transição energética, o INPO está à frente de iniciativas, já em curso no país, como a criação do Centro de Energia Azul. O projeto prevê o desenvolvimento de quatro tecnologias para produção de energia renovável offshore, com o objetivo de viabilizar seu uso comercial em larga escala.