INPO convida pesquisadores para testar nova plataforma de dados oceânicos
Sistema de Armazenamento e Disponibilização de Dados (SADD) vai reunir dados em um ambiente aberto e integrado
O INPO está colocando em prática um projeto que vai revolucionar a ciência oceânica brasileira: o Sistema de Armazenamento e Disponibilização de Dados (SADD), uma plataforma que irá integrar, num único local, múltiplos dados oceânicos. Mas, antes de estar aberto e acessível ao público, o SADD precisa ser testado pelos pesquisadores. Para isso, o instituto abre uma chamada para que pesquisadores e profissionais ligados ao mar se inscrevam para participar da fase de testagem. Para se inscrever, basta acessar o link aqui.
O SADD foi criado para reunir dados oceânicos provenientes de diferentes fontes em um acervo aberto e centralizado, facilitando tanto a disponibilização de dados por pesquisadores e instituições quanto a localização, o acesso e o uso dessas informações por outros usuários.
“Ainda temos poucos dados sobre o Atlântico Sul, e muitos dos que existem não estão acessíveis. A pesquisa depende disso, e essa carência é antiga na comunidade científica. O SADD está sendo estruturado justamente para suprir essa falta, reunindo informações que já existem e integrando dados novos”, afirma a Dra. Carla Lage, analista de tecnologia do INPO, que coordena o projeto.
O SADD é desenvolvido em diferentes fases. Na fase 1, são avaliadas a viabilidade técnica e o armazenamento inicial da primeira carga de informações. A fase 2 é dedicada à curadoria desses dados e a fase seguinte, ao aumento da interoperabilidade e à liberação do acesso externo em ambiente de testes. Na fase 4, ocorre o aprofundamento do uso de Inteligência Artificial e a avaliação da viabilidade para a criação do Gêmeo Digital do Atlântico Sul.
O sistema vai mudar o panorama da ciência oceânica brasileira e facilitar a pesquisa na área, já que muitos dados, antes inacessíveis, estarão disponíveis para consulta em uma mesma plataforma.
“A inexistência prévia de um sistema nacional que armazene e consolide diferentes fontes de pesquisa oceânica contribuiu para o status quo. Por isso, muitos dados coletados estão guardados com os pesquisadores, inviabilizando a consulta externa. São os chamados “dados de gaveta”. Além disso, mais de 60% dos dados brasileiros estão armazenados fora do país, o que gera questões de segurança e dificulta o acesso”, explica Carla.
A rodada de testes representa uma oportunidade para que os futuros usuários participem da construção da plataforma. As avaliações realizadas nesta fase poderão contribuir para aperfeiçoar funcionalidades, identificar pontos que precisam ser ajustados e tornar a experiência de utilização mais simples e eficiente.
A proposta é justamente aproximar o desenvolvimento tecnológico das demandas reais de quem trabalha com dados oceânicos. As inscrições vão até 15 de setembro. Entre os inscritos, serão selecionados os participantes das diferentes etapas de testagem.