INSTITUIÇÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

INPO reúne especialistas para discutir futuro da ciência oceânica no Brasil durante CBO’2026

CBO’26destaque-4 Diretor -Geral do INPO, Segen Estefen fala no CBO´26
26 DE AGOSTO, 2026
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Simpósio debateu transformação digital, observação e robótica oceânica, energias renováveis, pesquisa em mar profundo e infraestrutura científica

O IX Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2026) reuniu, entre 23 e 28 de agosto, no Centro de Convenções de Vitória (ES), pesquisadores, estudantes, profissionais, instituições públicas e representantes do setor produtivo para discutir desafios e oportunidades para o desenvolvimento das Ciências do Mar no Brasil. O INPO integrou a programação com um simpósio especial na quinta-feira, 27 de agosto.

Entre os temas do congresso estavam a promoção da Economia Azul, a conservação do oceano e o fortalecimento da ciência brasileira em sintonia com a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica  para o Desenvolvimento Sustentável. 

Para o diretor-geral do INPO, Segen Estefen, a participação no CBO representou uma oportunidade de fortalecer a colaboração entre diferentes atores das Ciências do Mar e colocar em debate temas estratégicos para o futuro do oceano.

“O Congresso Brasileiro de Oceanografia é uma oportunidade para a comunidade oceânica trocar informações sobre as pesquisas e inovações recentes, reforçando os vínculos institucionais. Temas relevantes como inteligência artificial, DNA ambiental e transição energética e mudanças climáticas serão discutidos, reforçando a necessidade de ação imediata para preservar o oceano e propor iniciativas para o desenvolvimento sustentável. O Simpósio Especial INPO reforça ações estratégicas do Instituto em temas prioritários para o Brasil, tais como infraestrutura de dados, instrumentação oceanográfica, energia renovável no oceano, mar profundo e a articulação nacional pela Rede de Pesquisa, Inovação e Infraestrutura.”

Transformação digital e novas tecnologias para observar o oceano

A programação do simpósio promovido pelo INPO no CBO’26 começou às 8h45 com a sessão “Transformação Digital do Oceano Atlântico Sul – Rumo ao Gêmeo Digital (DTO)”, moderada por Janice Trotte-Duhá, Diretora de Infraestrutura e Operações do INPO. O debate tratou dos desafios e oportunidades para integrar diferentes fontes de dados sobre o oceano e avançar na construção do Gêmeo Digital do Atlântico Sul.

A sessão contou com apresentações da Diretora de Infraestrutura e Operações do INPO sobre os requisitos, desafios e oportunidades do projeto; Raquel Oliveira, analista de Pesquisa e Inovação do INPO, sobre o diagnóstico das bases de dados oceânicos feito pelo instituto; Alexandre Fonseca de Azeredo, do Centro de Hidrografia da Marinha, sobre o Banco Nacional de Dados Oceanográficos; e Carla Lage, analista de tecnologia do INPO, sobre o beta test do Sistema de Aquisição e Distribuição de Dados (SADD), um sistema integrado de dados, que vai organizar, qualificar e disponibilizar informações oceanográficas do Atlântico Sul em um ecossistema interoperável, que está sendo desenvolvimento pelo instituto. Clara Baringo Fonseca, da RNP, também apresentará iniciativas de disponibilização de dados de biodiversidade marinha no sistema.

Na sequência, das 10h30 às 12h, a sessão “Novos Avanços em Observação, Instrumentação e Robótica Oceânica” discutiu o desenvolvimento de tecnologias para ampliar a capacidade brasileira de monitorar os mares. Entre os temas estavam a implantação de um laboratório de calibração de equipamentos oceanográficos no INPO, aplicações de robótica em pesquisas marinhas, o desenvolvimento tecnológico nacional e uma nova missão satelitária voltada às Ciências do Mar.

Energia renovável e pesquisa em mar profundo

À tarde, o simpósio retomou a programação com a sessão “Energia Renovável no Oceano”, das 13h às 14h30, moderada por Segen Estefen, diretor-geral do INPO. O encontro discutiu o potencial de diferentes fontes de energia associadas ao ambiente marinho e fluvial, com apresentações sobre o Projeto Energia Azul, hidrogênio de baixa emissão de carbono, energia de marés, energias renováveis oceânicas e fluviais e a tecnologia OTEC em Fernando de Noronha.

Das 14h30 às 16h, a sessão “Programa de Pesquisa em Mar Profundo”, moderada por Andrei Polejack, Diretor de Pesquisa e Inovação do INPO, reuniu pesquisadores e representantes da Marinha do Brasil para discutir os desafios científicos, institucionais e jurídicos da pesquisa nas regiões profundas do oceano.

A programação incluiu debates sobre procedimentos para a realização de pesquisas na plataforma continental e em águas jurisdicionais brasileiras, resultados preliminares de campanhas do navio Falkor (too) no Atlântico Sul e Caribe, da qual participaram pesquisadores da rede INPO, e perspectivas para as expedições do REV Ocean na Cadeia Vitória-Trindade e outras áreas do Atlântico Sul, além do Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC).

Rede de pesquisa do INPO e a Década do Oceano

O último bloco do simpósio foi a mesa-redonda “RPII do INPO – Espaço de Diálogo e Encaminhamentos para a Década do Oceano”, das 16h15 às 17h30. A discussão teve como foco a Rede de Pesquisa, Infraestrutura e Inovação (RPII) do INPO, iniciativa voltada à articulação de competências e infraestrutura para enfrentar desafios estratégicos das Ciências do Mar.

Participaram do debate Rosangela Lessa (UFPE), Edmo Campos (USP), Maamar El Robrini (UFPA), Leonardo Barreira (OceanPact) e Alex Bastos (UFES). A etapa final foi aberta à comunidade, que pode contribuir com prioridades, recomendações e encaminhamentos para a consolidação da rede.