INSTITUIÇÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Ministra Luciana Santos inaugura a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no estande do INPO

oceano
21 DE OUTUBRO, 2025
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Instituto está presente na SNCT com mostra interativa e pesquisa de ponta

O estande do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), que traz a exposição “Oceano: o maior mistério da Terra”, foi palco da inauguração da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) na segunda-feira (20). A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, cortou a faixa, localizada na entrada da mostra, abrindo oficialmente o evento. 

“Este é um importante momento de retomada da difusão e da popularização da ciência. Queria destacar que uma das primeiras medidas que tomamos foi tirar do papel o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas”, afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação em seu discurso.

Inácio Arruda (esq.), Janice Trotte-Duhá, Andrei Polejack, Luciana Santos e Dominique Ribeiro

O secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, destacou a temática da SNCT em 2025, “Planeta Água: A cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”, e a presença do INPO no evento. “Este é um tema muito caro para nós. É de onde viemos. Por isso, a sala que abre nosso evento é o estande do INPO”, reforçou.

A solenidade contou ainda com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes; da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; e dos diretores do INPO, Janice Trotte-Duhá e Andrei Polejack. A SNCT abriu hoje para o público e segue até domingo (26), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

O INPO apresenta no pavilhão da feira uma exposição interativa que vai encantar. O público vai tomar conhecimento, em vídeos, imagens e textos, de que o oceano representa 70% do planeta e produz 50% do oxigênio da Terra, absorvendo 30% do CO2 da atmosfera – um dos gases causadores do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global. Vai poder conhecer alguns dos seres misteriosos que habitam o oceano profundo, ainda muito pouco explorado (apenas 0,001%) e saber que sua riqueza vai além de ganhos materiais. Há toda uma biodiversidade, além da presença de ativos que podem gerar a oportunidade de desenvolver, por exemplo, medicamentos importantes para a saúde humana.   

As crianças vão se encantar com a sala escura, onde é possível experimentar o fenômeno da bioluminescência, e com as réplicas em tamanho aumentado de fitoplâncton, que podem ser manuseadas. O fitoplâncton, o menor ser do oceano que produz fotossíntese, está na base da cadeia alimentar do planeta. As amostras disponíveis na exposição têm o tamanho aproximado de uma bola de tênis, ou seja, 400 vezes maior do que o organismo original. 

Os participantes do evento, por meio de óculos de realidade virtual, podem ver o fundo do oceano e saber um pouco mais sobre a questão do lixo. A temática está presente também em vídeos, que alertam para a poluição e a necessidade de conscientização.

“Trouxemos o mar para Brasília. Quem experimentar os óculos poderá fazer um mergulho na Baía de Guanabara com as raias e se sentir, ainda, parte de uma equipe de mergulhadores retirando do emissário submarino, localizado no coração de Ipanema, uma rede de pesca abandonada, que poderia matar tartarugas e peixes. Estamos muito felizes em estar participando da mostra”, afirmou Ricardo Gomes, presidente do Instituto Mar Urbano, responsável pelo filme e pela experiência dos óculos 3D, que contou com o patrocínio da empresa OceanPact.

A exposição ressalta também a importância da ciência e da tecnologia como aliadas da transição energética, utilizando recursos marinhos, por exemplo, como as marés, para a produção de energia elétrica. Uma maneira lúdica de revelar o resultado de pesquisas de ponta.