Pesquisa vincula biodiversidade marinha a processos oceânicos físicos
Um estudo liderado pelo GEOMAR Helmholtz Centre for Ocean Research Kiel mostra como o arquipélago de Cabo Verde, ao noroeste do continente africano, abriga um vasto ecossistema marinho. A equipe de pesquisadores combinou processos químicos, físicos e biológicos observados durante 20 anos para entender a relação entre correntes, acesso a nutrientes e composição das espécies.
A pesquisa identificou três processos físicos de pequena escala que estimulam a ascensão de substratos do oceano profundo para a superfície: redemoinhos, marés e ventos. Foi observada, por exemplo, a presença do nitrato, nutriente indispensável para o crescimento do fitoplâncton no Atlântico. Segundo o estudo, essas zonas nutritivas apresentam até dez vezes mais biomassa zooplanctônica, captura de peixes e avistamento de baleias. Os pesquisadores identificaram também que a predominância de um dos três processos físicos influencia na presença ou não das espécies marinhas em determinado espaço.
Para o professor assistente de Oceanografia Física da GEOMAR Florian Schütte, a descoberta permite não só compreender melhor o ecossistema, mas também aprimorar bases de dados de ferramentas digitais sobre o oceano. As informações obtidas no estudo são fundamentais para a conservação marinha e a gestão sustentável da pesca.
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