Pesquisadores apostam em tubarões para ajudar a prever intensidade de furacões
Pesquisadores da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, estão utilizando tubarões como aliados na captura de dados oceanográficos para aprimorar a previsão da intensidade de furacões. A ideia é implantar sensores de condutividade, temperatura e profundidade nos animais, transformando-os em plataformas móveis de observação do oceano.
Os pesquisadores inseriram tags em duas espécies: um tubarão-branco e um tubarão-mako de barbatana curta. O objetivo é que esses animais coletem dados enquanto nadam por diferentes áreas do oceano. Apesar de ser um grande desafio fazer com que os sensores transmitam informações, já que, para isso, precisam estar na superfície, a equipe tem recebido regularmente dados do tubarão-branco.
Hoje, a previsão da intensidade dos furacões conta principalmente com planadores robóticos, que, embora sejam eficazes, são lentos, geograficamente limitados e caros. Os pesquisadores da universidade norte-americana acreditam que os tubarões, por serem mais rápidos, cobrirem áreas maiores e exigirem menos recursos financeiros, podem complementar os métodos tradicionais. Segundo a pesquisadora Caroline Wiernicki, as informações fornecidas por esses animais ajudam a entender melhor as chamadas cold pools, áreas de água fria no fundo do oceano que têm grande impacto no fortalecimento ou enfraquecimento dos furacões.
“Para furacões, a água quente é combustível, e a água fria é o freio. Dependendo de onde essa cold pool está em relação ao litoral, isso vai afetar a intensidade do furacão ao atingir o continente ou ao se aproximar da costa”, explica Caroline.
Para os pesquisadores da Universidade de Delaware, o mais importante não é apenas saber para onde os tubarões vão, mas o que eles podem revelar sobre as condições do oceano e, com isso, ajudar a prever e amenizar os estragos causados pelos furacões.
Saiba mais em: https://www.udel.edu/udaily/2025/july/shark-scientists-weather-ocean-animal-tracking-atlantic-ocean/