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Pesquisas sobre Oceano e Clima levam Regina Rodrigues à lista dos “101 brasileiros que constroem o futuro ” do jornal O Globo 

Regina Rodrigues é membro da rede de pesquisadores do INPO e professora da UFSC
27 DE JULHO, 2026
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A iniciativa reúne pesquisadores, empreendedores, artistas e outras personalidades cujas trajetórias resultam em contribuições relevantes para o futuro do país

A professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e membro da rede de  pesquisadores do INPO, Regina Rodrigues, consta na lista dos “101 brasileiros que constroem o futuro” selecionados pelo jornal O Globo. A pesquisadora foi contemplada pela  sua contribuição para ampliar o conhecimento sobre a influência do aquecimento dos oceanos nas mudanças climáticas. Publicada em um caderno especial que comemora os 101 anos do veículo, a lista reúne pesquisadores, empreendedores, artistas e outras personalidades cujas trajetórias ajudam a construir o futuro do país.   

Uma das principais especialistas brasileiras em Oceano e Clima, evidenciando a influência dos oceanos sobre o clima, Regina é autora de relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e coordena grupos de trabalho da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Ao jornal, a pesquisadora explicou que o rápido aquecimento dos oceanos nas últimas décadas está diretamente relacionado ao aumento da intensidade de fenômenos extremos, como ondas de calor, secas e inundações. De acordo com ela, embora o Acordo de Paris defina metas para limitar o aquecimento da atmosfera, a maior parte do calor adicional provocado pelas emissões de gases de efeito estufa é absorvida pelos oceanos, alterando o equilíbrio climático do planeta.

Essa preocupação, porém, não é recente. Em entrevista concedida ao INPO em 19 de maio, Regina já chamava atenção para a importância de transformar previsões científicas em ações de prevenção e adaptação. Para ela, esse planejamento é essencial para reduzir os impactos de futuros desastres. Também advertiu para os impactos de um possível Super El Niño no Brasil, aumentando o risco de chuvas intensas na Região Sul e de secas na Amazônia e no Nordeste. No entanto, ressaltou que não é apenas a intensidade do fenômeno que determina seus impactos. “As piores enchentes que tivemos no Rio Grande do Sul foram no segundo ano, em maio de 2024, quando o fenômeno já estava fraco. Às vezes, não é só a intensidade. O sistema climático é complexo”.

“No Sul do país, todos os estados e municípios precisam estar preparados, desde a limpeza e drenagem das cidades até os sistemas de alerta, a Defesa Civil e o treinamento da população. Porque não adianta ter apenas um sistema de alerta. As pessoas precisam saber o que fazer quando ele chegar. O momento é agora”, afirmou.