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Terceiro dia da Escola de Verão no INPO oferece programação paralela a pesquisadores experientes

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10 DE SETEMBRO, 2025
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A atividade foi comandada pelo italiano Francesco Trotta, do Euro-Mediterranean Center on Climate Change 

Dia de aprendizado para pesquisadores em início de carreira, mas também para aqueles com anos de experiência. A programação desta quarta-feira (10) da Escola de Verão no INPO contou com palestras para os estudantes participantes, ministradas por integrantes do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) e pelo professor da UFRJ, Mauro Cirano, coordenador regional do Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SIMCosta) e membro da rede de pesquisadores do INPO. O evento também foi marcado por uma programação paralela, voltada para professores e pesquisadores que trabalham com modelagem numérica e análise de dados para estudos de resiliência costeira, comandada pelo italiano Francesco Trotta, do Euro-Mediterranean Center on Climate Change (CMCC).

“O principal objetivo foi apresentar a plataforma SURF, que construímos nos últimos nove anos em nosso instituto. É uma ferramenta muito boa, porque utiliza um software de modelagem oceânica de última geração e é capaz de implementar rapidamente um modelo de solução em qualquer lugar do mundo. Se algo acontecer nas Filipinas, por exemplo, implementamos esta ferramenta e podemos entender melhor a circulação e a dinâmica”, explicou Trotta.

A utilização da plataforma é condizente com a linha de pesquisa de Trotta, cujo foco dos estudos está em melhorar a qualidade da previsão do oceano. “Estamos tentando construir também ferramentas que sejam capazes de resolver os problemas oceânicos, como a melhoria do tráfego marítimo e a redução de riscos, assim por diante”, contou.

Para os jovens pesquisadores, o dia foi também uma oportunidade para conhecer novos métodos de monitoramento desenvolvidos no Brasil. Cirano apresentou aos estudantes os monitoramentos costeiros desenvolvidos pela rede, que atua em toda a costa brasileira. “Gerou uma discussão interessante, com várias perguntas de pesquisadores de países que ainda não possuem uma rede de monitoramento. A iniciativa da Escola de Verão é muito importante. Agrupa pessoas de diferentes nacionalidades e culturas e promove um treinamento essencial para esta nova geração”, afirmou o coordenador regional do SIMCosta.

Professor na Universidade de Bahamas, Brandon Bethel está satisfeito com os encontros que tem presenciado. “Este foi um excelente investimento do meu tempo. Tenho certeza de que a minha pesquisa vai dar um salto depois desse curso”, comemorou. Doutoranda na Universidade de Cádiz, na Espanha, Thet Oo Mon concorda. “Aprendemos muitas ferramentas, além de conceitos básicos. Tudo isso vai ser muito importante na minha carreira”, defendeu a estudante, formada em Engenharia Portuária.

A Escola de Verão é uma iniciativa da All-Atlantic Ocean Research and Innovation Alliance (AAORIA), coordenada pelo projeto Okeano, da União Europeia, e implementada pelo INPO e CNPq, com apoio do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce), da Coppe/UFRJ.