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Cooperação e integração de dados pautam participação do INPO em celebração aos 20 anos da REMO

Previsão OceânicaREMO
19 DE JUNHO, 2026
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Diretora Janice Trotte-Duhá falou sobre o futuro da previsão oceânica e a importância de um ecossistema colaborativo 

A integração entre instituições, o compartilhamento de dados e os caminhos para fortalecer a previsão oceânica operacional no Brasil foram os principais temas do seminário que celebrou os 20 anos da Rede de Modelagem e Observação Oceanográfica (REMO), realizado na Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro.

A diretora de Infraestrutura e Operações do INPO, Janice Trotte-Duhá, participou da mesa-redonda “Visão de Futuro da Previsão Oceânica no Brasil”, ao lado de Saulo Freitas (INPE), Renato Parkinson (Petrobras), Fonseca de Azeredo (Marinha do Brasil) e José Antônio Lima (representante do Grupo Científico da REMO). O encontro foi coordenado por Edmo Campos, membro da Rede INPO, e integrou a programação comemorativa dos 110 anos da ABC. 

Para Janice, um dos principais desafios é conectar iniciativas que hoje ainda operam de forma dispersa no Brasil. “Hoje temos uma pulverização de redes de observação. O grande objetivo do INPO, como organização social, é fazer com que os dados sejam interoperáveis e disponíveis para a sociedade”, explica. 

A diretora destacou projetos estruturantes que o INPO vem desenvolvendo nas áreas de observação oceânica, instrumentação e infraestrutura de dados. Entre elas estão a participação em iniciativas estratégicas como a construção do Gêmeo Digital do Atlântico Sul, nos comitês do Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta) e do OceanObs2029, a implantação do Centro de Instrumentação e Calibração Oceanográfica (CICO), voltado ao desenvolvimento e à calibração de equipamentos oceanográficos e o uso de simulações para apoiar a tomada de decisão diante de diferentes cenários.

O objetivo, segundo Janice, é substituir a lógica de projetos isolados por um ecossistema colaborativo, sustentado por redes institucionais integradas e voltado à construção de uma Inteligência Oceânica Nacional, capaz de transformar dados em conhecimento estratégico para o país.

Durante a mesa-redonda, os participantes também discutiram temas como a integração entre instituições, a formação de recursos humanos, a assimilação de dados, o uso de inteligência artificial e o emprego de múltiplos modelos e plataformas observacionais para ampliar a capacidade brasileira de previsão oceânica.

REMO

Criada em 2006, a Rede de Modelagem e Observação Oceanográfica reúne pesquisadores e instituições dedicados ao desenvolvimento da modelagem numérica e dos sistemas de observação do oceano. Ao longo de duas décadas, a rede consolidou um ambiente de cooperação científica que tem contribuído para o avanço da previsão oceânica e para a formação de uma comunidade técnica altamente especializada no Brasil.